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domingo, 13 de abril de 2014

Quem paga o Pato ?

                                                            Um fiasco, um verdadeiro engodo, um desastre, um conto do vigário ou qualquer outro tipo de classificação para possivelmente a pior e mais cara contratação de um jogador de futebol, feita por um clube brasileiro.

Temos alguns exemplos que concorrem com a infeliz  negociação que culminou com a contratação do jogador Alexandre Pato pelo Corinthians, entre eles a de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo.

Não ficou claro quanto o Flamengo pagou para ter R10, mas estima-se  próximos à R$ 60.000.000,00 . considerando o processo na Justiça do trabalho em que Ronaldo cobra da rescisão contratual esta em torno de R$ 48.000.000,00 somados ao que o Flamengo efetivamente deve ter pago.

Tivemos recentemente Leandro Damião, que pode, caso o Santos não consiga vende-lo por um bom valor depois da Copa do mundo desfalcar os cofres do clube da baixada.

Paulo Henrique Ganso, foi mais um com apelido de Ave, que aparenta dar prejuízos ao São Paulo, mas está sendo utilizado no time e as vezes agrada a torcida.

Temos muitos elementos comparativos, porém acredito e não me recordo de transferência alguma ter gerado um prejuízo maior para um clube brasileiro do que Alexandre Pato gerou para o Corinthians.

Pato foi comprado por R$ 45.000.000,00,  e o clube na época (inicio de 2013) veiculou na imprensa que era a totalidade do passe. Porém uma clausula contratual confirma que em uma possível transferência do jogador que ele tem direito a 40% do valor pago. Logo: O Corinthians tem 60% dos direitos econômicos deste,  oque projeta um valor final de  seu passe em R$ 63.000.000,00.

Para piorar, seu salário foi estipulado em R$ 350.000,00, somados a R$ 500.000,00 de direitos de imagem por mês que faz de seu contrato de 3 anos chegar ao estratosférico numero de R$ 30.000.000,00 mais o valor do passe, perfazendo um total de R$ 75.000.000,00

Causa estranheza  e perplexidade, um clube que nunca se arriscou em apostar mais que R$ 10.000.000, 00 nos últimos tempos em uma única contratação, desta vez  fez um investimento milionário em um atleta que estava em baixa tecnicamente e pasmem, no departamento médico do Milan,  o que atrasou meses para sua estréia e a incerteza quanto a  sua recuperação uma vez que vinha uma série de contusões de repetição.

O departamento médico do clube recuperou suas condições e forma física, porém não chegou a ser testado com a carga comum a qual é exposto um jogador de futebol profissional no Brasil, pois não conseguiu se firmar como titular no elenco e ficou mais no banco do que jogou.

Sua imagem, deve ter rendido alguma coisa no início, outrossim se queimou com a torcida e nos meios de divulgação com o passar do tempo.

A saída, foi troca-lo por um jogador que também não vinha agradando no Clube do São Paulo e  ficou acordado entre as partes que o empréstimo de Alexandre Pato se daria da seguinte forma :
Pato jogará pelo São Paulo, que pagará somente seu salário R$ 350.000,00 e o Corinthians R$ 500.000,00 referentes aos direitos de imagem.

Mesmo já tendo gerado um prejuízo de R$ 57.200,00 entre valor do passe, salários e direitos de imagem em 2013, continuará gerando um prejuízo de R$ 6.000.000,00 por ano ao Corinthians que está bancando os possíveis  ganhos com a imagem deste e o que é hilário para não dizer trágico em favor do São Paulo.

Desculpem-me, pelo enxurrada de números, uma vez que nem todo mundo gosta de textos que assim se descrevem, mas não conseguiria demonstrar sem eles o que acredito ser a contratação que deu o maior prejuízo à um clube brasileiro em todos os tempos.

Parabéns gestores responsáveis pelo recorde, não é sempre que alguém joga tanto dinheiro de um clube brasileiro na latrina em uma só contratação.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Clubes, marcas e novas tendências.



                                              Nada dura para sempre e parece que no mundo do futebol essa máxima também se aplica. 

Muitos clubes que eram considerados grandes e gigantes no cenário mundial, bem como nacional, já não fazem mais jus ao status que ainda detém.

Nosso campeonato mostra realidades e tendências explicitas nas diferenças de orçamento e arrecadação dos clubes que a compõem. O famoso clube dos 13 (grandes) é questionável hoje se todos são grandes ainda e que posição ocupam no real cenário nacional.

Hoje temos os clubes, cujo orçamento evoluíram fantasticamente esses últimos anos (Corinthians e São Paulo ) e se estabeleceram na faixa dos R$300.000.000,00. Num bloco maior, estão inseridos clubes que se encontram próximos dos R$ 200.000.000,00 e os demais próximos dos R$ 100.000.000,00.

Vale observar, que estranhamente os clubes mencionados Corinthians e São Paulo, apesar da vantagens que tem, ainda se comportam como times vitrines,  com politicas direcionadas revelar e vender jogadores e não se preocupam em preencher os pontos fracos do time com jogadores já testados e que se encontram no mercado.

Clubes consagrados e considerados grandes como Fluminense e Vasco da Gama, hoje tem um orçamento pequeno em relação a evolução orçamentária dos demais nos últimos anos e se estabeleceram no ultimo grupo. Para se manterem em evidência gastaram mais do que arrecadam e estão atolados em dívidas que deixa a tarefa de se manter entre os grandes ou até médios bastante difícil. Isso vem se refletindo em resultados  e tanto o Vasco como o Fluminense dentro de campo caíram para a segunda divisão.

Aparentemente clubes com potencial inquestionável e com boas administrações poderão subir de patamares e talvez até alcançar Corinthians e São Paulo. Obviamente me refiro ao Flamengo e alguns poucos que vem fazendo bons trabalhos.

Quando administrações profissionais trabalharem esses orçamentos, investindo na marca, como se faz na Europa (a maioria dos clubes sem dúvida), as diferenças ficarão latentes como acontece no continente citado.

Times sazonais, poderão não vingar pois baterão de frente com bons elencos estabelecidos ao longo de anos de investimentos.

Provavelmente teremos um bloco com poucas oscilações, 5 ou 6 times grandes disputando tudo na parte de cima dos campeonatos e os demais brigando por um lugar ao sol e fugindo do rebaixamento. 

É possível ainda a evolução de um deles para um gigante das Américas, mas isso hoje com os atuais cartolas que compõem as cúpulas administrativas dos clubes parece pouco provável.

O Campeonato brasileiro ganhará qualidade com os estádios novos e também com trabalhos e elencos melhores, porém o poder monetário tirará o brilho de clubes centenários e consagrados que possivelmente viverão de história.

Muita água ainda passará por debaixo da ponte, mas fortes tendências desfilam aos nossos olhos e é impossível não considera-las e achar que a história e o glamour de outrora será a condição principal que manterá clubes consagrados nas alturas.



terça-feira, 27 de agosto de 2013

Homofobia clubística.



                                                                 Um fenômeno comportamental assintomático curioso veio à tona  nos últimos dias. Homofobia explicita de torcedores mais radicais cuja visibilidade fora deflagrada por um selinho trocado entre o jogador do Corinthians Emerson Sheik e seu amigo, cuja foto foi postado nas redes sociais pelo próprio autor.

O que existe de diferente em relação aos episódios de manifestações desse tipo, é que  este foi gerado por ações dos próprios inconformados.

Desde as declarações do ex-jogador do Corinthians Vampeta, em que comparou e chamou os jogadores e torcedores do São Paulo FC de "bambis", tentando estabelecer uma correlação direta entre estes e o homossexualismo, sucessivas comparações e acusações se tornaram fatos constantes e perduram até hoje.

Especialmente a torcida corintiana, faz questão absoluta em identificar o adversário tricolor como "bambis", "bicharada", "meninas do Morumbi" etc... em rodas de conversas e blogs, sempre com a intenção de rotular  os referidos como se fossem homossexuais, fazendo-o de forma pejorativa e ressaltando ainda a masculinidade latente que acreditam se  fazerem detentores.

Tal fenômeno, tomou proporções inimagináveis à ponto de estabelecer uma identidade absurda do clube vítima das constantes brincadeiras e "bullings "coletivos com o homossexualismo.

Isso aparentemente explica porque o ato de Emerson Sheik foi tão abominado pela torcida. Parte, por um sentimento homofóbico no sentido do preconceito (aversão) e parte maior, por um sentimento homofóbico no sentido literal da palavra (homo pseudo prefixo de "homossexual" e fobia do grego "medo").

Os torcedores demonstraram o medo terrível, de que o time e sua torcida sejam também chamados de time e torcida de homossexuais. Vislumbrando essa possibilidade, fizeram manifestações e retaliações ao jogador que chegou ao episódio surreal de um pedido de desculpas  aos reclamantes.

Tudo não passa de preconceito e loucura coletiva que acabam potencializando sentimentos e atitudes deploráveis e comprometem o desenvolvimento racional e humano.

Uma vez, que o assunto é futebol e comportamentos, este merece uma análise estritamente do ponto de vista clubístico.  Lá vai: Não acredito que a fobia corintiana se concretize, mas caso isso ocorra, possivelmente teremos um "racha" e considerando o perfil das duas torcidas, teremos o Corinthians como o time das "bichas pobres" e o São Paulo como o time das "bichas ricas".